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Musica e fantasia: curtas as sugestões de discos, filmes e livros.

Categoria: vocal

O fascínio dos tropicalistas pelos vampiros

Sabemos que, intelectualmente, o tropicalismo lançado por Gil e Caetano tentava ser uma continuação ou radicalização da antropofagia de Oswald (leia-se Ôsvaldi) de Andrade. No sentido de apropriar da cultura estrangeira, degluti-la para criar algo com nossa identidade.

O vampiro é uma imagem mais ambiciosa: além de absorver a essência vital de sua vítima, o vampiro a transforma em um igual. Isto lembra a poesia exportação dos concretistas: em vez do regionalismo exótico, influenciaremos estrangeiros com nossas ideias.

Por isso é que tropicalistas radicais, como Torquato Neto, Ivan Cardoso e Jorge Mautner, são fascinados com a ideia de vampiro.

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Here’s to you (Nicola and Bart), com Joan Baez

Hoje em dia é difícil explicar o que é anarquismo. Mas é fácil explicar a injustiça da pena de morte para Sacco e Vanzetti. Fácil sentir solidariedade por eles nos versos de Joan Baez e música de Ennio Morricone.

You belong to me, with Carly Simon

If there’s a good meaning of the word attachment, it is in You belong to me. The singer says to the loved one that there’s no need to look attractive to others: I’ve got lovin’ eyes of my own.

Only happy when it rains, with Garbage

Garbage is one the best bands of the 90’s. They play alternative rock. Their strongest points are direct lyrics, dirty guitars and impacting vocalization. All musicians are ugly, and the cute singer does her best to look like them.

You belong to me, com Carly Simon

Se houver um bom sentido para a palavra apego, ele está em You belong to me. Quem canta diz para a outra parte do casal que não precisa se mostrar atraente para outras pessoas: olhos amorosos veem sua beleza.

Always on my mind, com Elvis Presley

Always on my mind fala de um relacionamento em crise, apesar do cantor sempre pensar na pessoa amada. A letra é bela porque fala da tristeza de modo muito sóbrio. E termina com um pedido de reatamento, de continuidade.

Dois pra lá, dois pra cá, de Bosco e Blanc, com Elis Regina

Aldir Blanc e João Bosco foram grande dupla da MPB, que os tempos atuais parecem fazer esquecer. Radiografavam o universo da pequena classe média carioca. Grandes versos como “a ponta de um torturante/ bandaid no calcanhar” eram sua marca.

Beethoven’s Fidelio, directed by Nikolaus Harnoncourt

Usually it is not highlighted that Beethoven depicted the social and political transformations resulting from feudalism fall and capitalism ascent. Fidelio shows the loss of the feudal power of a prison governor, versus a minister, representing a centralized state.

Fixing a hole, com The Beatles

Muitos dizem que Fixing a hole faz apologia do baseado: mas ninguém pode negar que é muito forte nela a sensação da tranquilidade de simplesmente estar na própria casa. McCartney canta: se estou errado, estou certo onde eu moro.

Sozinho, de Peninha, com Caetano Veloso

Os poetas antigos cantavam seus poemas, em vez de lê-los. Caetano tem essa habilidade; por isso, sabe destacar a poesia nas canções de outras pessoas. A canção Sozinho, de Peninha, mais do que valorizada, foi redescoberta, em sua interpretação.