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Musica e fantasia: curtas as sugestões de discos, filmes e livros.

Categoria: Política

Here’s to you (Nicola and Bart), com Joan Baez

Hoje em dia é difícil explicar o que é anarquismo. Mas é fácil explicar a injustiça da pena de morte para Sacco e Vanzetti. Fácil sentir solidariedade por eles nos versos de Joan Baez e música de Ennio Morricone.

Café e cigarros, de Jim Jarmusch

Em Café e cigarros celebridades da música e do cinema interpretam a si mesmos ou personas parecidas. São quadros curtos, com diálogos muito divertidos, inteligentes, mas despretensiosos. É filmado todo em preto e branco escuro, imitando os cafés antigos.

Fidelio, de Beethoven, regida por Nikolaus Harnoncourt

Normalmente não se enfatiza que Beethoven retratou as transformações sociais e políticas da queda do feudalismo e ascensão do capitalismo. Fidelio mostra a perda de poder feudal do governador de uma prisão, versus um ministro, representante do estado centralizado.

Disparada, com Jair Rodrigues

Os versos “A morte, o destino, tudo/ estava fora de lugar./ Eu vivo pra consertar.”, de Disparada (letra de Vandré e música de Theo de Barros), aproximam o revolucionário do demiurgo (criador do universo): ambos trazem ordem ao caos.

Inútil, com o Ultraje a rigor

A inspiração costumava visitar a banda Ultraje a rigor. Em uma visita surgiu a letra que começa por “a gente somos inútil”, que define bem a insatisfação de letrados e iletrados com a realidade brasileira na década de 1980.

As aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor

Raul Seixas logo descobriu que fazia parte do pós-moderno: “eu não tenho nada a ver com a linha evolutiva da música popular brasileira”. Uma das antenas da raça, sua poesia antecipou o que hoje se vê e se sente.

Mar português, de Fernando Pessoa

Mar português,  de Fernando Pessoa

Fernando Pessoa era tímido. Portanto, seus heterônimos escreviam poesias mais intensas que as suas, normalmente cerebrais. Contudo, em Mensagem, é intensa a nostalgia da perda do império português. Uma das poesias mais conhecidas fala do mar como experiência espiritual.

Dialética hegeliana, grosso modo

Dialética hegeliana grosso modo

Filósofos marxianos e hegelianos dizem que a dialética leva a outra forma de pensamento. Mas grosso modo, é uma lógica de processos: primeiro se mapeiam as forças em oposição, as contradições. E depois se calcula sua resultante, a síntese.

Pois é, seu Zé, com Gonzaguinha

Gonzaguinha, filho de Luiz Gonzaga, era conhecido por seus sucessos, muitos cantados por Maria Betânia. Mas teve fase alternativa, quando cantava músicas consideradas difíceis pelo público. Houve tempos em que vender pouco era prestigioso: o autor¨era chamado de maldito.

Let’s lynch the landlord, com Dead Kennedys

O neoliberalismo é apenas mais uma utopia na qual a burguesia vence. A ausência de garantias sociais no grande irmão do Norte faz com que condições desumanas surjam. E põem o Dead Kennedys para cantar “vamos linchar o locador”.