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Musica e fantasia: curtas as sugestões de discos, filmes e livros.

Categoria: poesia

Ficções, de Jorge Luis Borges

Ficções, de Jorge Luis Borges

Em 1944, Borges publicou o pequeno livro chamado Ficções, ainda hoje muito atual. Citando livros existentes ou inventados, seus contos fazem pensar na batalha das ideias, que pode ser tão interessante quanto uma batalha com espadas na Idade Média.

O método de criação do grande contista Dalton Trevisan

O método de criação do grande contista Dalton Trevisan

Dalton Trevisan cria sobre estória comovente anotada no calor da hora. Depois, digita-a. E alterna o trabalho sobre ela entre períodos de geladeira e reescrita, para minimizar o envolvimento pessoal com a estória e maximizar seu interesse para todos.

Sozinho, de Peninha, com Caetano Veloso

Os poetas antigos cantavam seus poemas, em vez de lê-los. Caetano tem essa habilidade; por isso, sabe destacar a poesia nas canções de outras pessoas. A canção Sozinho, de Peninha, mais do que valorizada, foi redescoberta, em sua interpretação.

Os doentes, de Augusto dos Anjos

Os doentes, de Augusto dos Anjos

No Alto, os astros miúdos/ Reduziam os Céus sérios e rudos/ A uma epiderme cheia de sarampos! Talvez os melhores versos do saudoso poeta, trazem a marca da dor, da revolta contra o maior genocídio de todos os tempos.

Pessoal intransferível, de Torquato Neto

Pessoal intransferível, de Torquato Neto

A melhor crítica (ou teoria) de poesia é feita por aquele que escreve poesia (Pound). Todo poeta teoriza sobre seu trabalho quando o comenta. Para Torquato Neto, isto significava a autenticidade obtida pela renovação, em conflito com o estabelecido.

Que loucura, com Sérgio Sampaio

Sérgio Sampaio, sambista sensível, homenageou Torquato Neto, poeta tropicalista, como melhor pode fazer: com uma canção sobre as internações do poeta no Hospício do Engenho de Dentro, então dirigido por Nise da Silveira, amiga das artes, discípula de Jung.

Rui Palha, street photographer extraordinaire

Rui Palha, street photographer extraordinaire

Dizem que alguns índios temiam a fotografia porque ela lhes roubaria a alma. Teriam razão se o fotógrafo fosse Rui Palha, que registra luzes espirituais. Num studium totalmente lusitano, o impressionante rosto africano no punctum se destaca ainda mais.

A Conney Island of the mind, de Laurence Ferlinghetti

A Conney Island of the mind, de Laurence Ferlinghetti

O poeta atual, sem retórica, sem rima e mesmo sem ritmo, vive uma viagem solitária, no universo de sua própria alma. Um puro devaneio lírico só pode ser interessante para o leitor se o próprio poeta for pessoa interessante.

A ideia, de Augusto dos Anjos

A ideia, de Augusto dos Anjos

De onde vem a inspiração, que já traz quase pronto o que se quer criar? Ninguém sabe. Mas todo artista ou artesão teme perdê-la. Augusto dos Anjos, um materialista, pensava já na censura que não a deixa se mostrar.

Prosa poética

Prosa poética

O modernismo matou a métrica e suas leis do verso. Depois, nós, os pós-modernos, matamos o ritmo, sua música. O que há hoje é prosa poética, textos sem ritmo, apenas com imagens visuais (fanopeia) ou imagens verbais, ou logopeia.