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Musica e fantasia: curtas as sugestões de discos, filmes e livros.

Categoria: letra

Here’s to you (Nicola and Bart), com Joan Baez

Hoje em dia é difícil explicar o que é anarquismo. Mas é fácil explicar a injustiça da pena de morte para Sacco e Vanzetti. Fácil sentir solidariedade por eles nos versos de Joan Baez e música de Ennio Morricone.

You belong to me, com Carly Simon

Se houver um bom sentido para a palavra apego, ele está em You belong to me. Quem canta diz para a outra parte do casal que não precisa se mostrar atraente para outras pessoas: olhos amorosos só veem beleza.

Always on my mind, com Elvis Presley

Always on my mind fala de um relacionamento em crise, apesar do cantor sempre pensar na pessoa amada. A letra é bela porque fala da tristeza de modo muito sóbrio. E termina com um pedido de reatamento, de continuidade.

Dois pra lá, dois pra cá, de Bosco e Blanc, com Elis Regina

Aldir Blanc e João Bosco foram grande dupla da MPB, que os tempos atuais parecem fazer esquecer. Radiografavam o universo da pequena classe média carioca. Grandes versos como “a ponta de um torturante/ bandaid no calcanhar” eram sua marca.

Fixing a hole, com The Beatles

Muitos dizem que Fixing a hole faz apologia do baseado: mas ninguém pode negar que é muito forte nela a sensação da tranquilidade de simplesmente estar na própria casa. McCartney canta: se estou errado, estou certo onde eu moro.

Sozinho, de Peninha, com Caetano Veloso

Os poetas antigos cantavam seus poemas, em vez de lê-los. Caetano tem essa habilidade; por isso, sabe destacar a poesia nas canções de outras pessoas. A canção Sozinho, de Peninha, mais do que valorizada, foi redescoberta, em sua interpretação.

You’ve lost that lovin’ feeling, com Darryl Hall & John Oates

You’ve lost that lovin’ feeling é uma música muito tocada e lembrada. Fala tão suavemente da perda cotidiana de um sentimento amoroso que nem parece triste: às vezes a gente se pega cantando-a como se fosse uma música alegre.

Que loucura, com Sérgio Sampaio

Sérgio Sampaio, sambista sensível, homenageou Torquato Neto, poeta tropicalista, como melhor pode fazer: com uma canção sobre as internações do poeta no Hospício do Engenho de Dentro, então dirigido por Nise da Silveira, amiga das artes, discípula de Jung.

I wanna hold your hand, com The Beatles

Alguns não gostam de ópera porque o bel canto deforma as palavras. Então, o que dizer da música pop se Bob Dylan ouviu eu fico doidão, em vez de eu não consigo esconder, em uma música ingênua dos Beatles?

Disparada, com Jair Rodrigues

Os versos “A morte, o destino, tudo/ estava fora de lugar./ Eu vivo pra consertar.”, de Disparada (letra de Vandré e música de Theo de Barros), aproximam o revolucionário do demiurgo (criador do universo): ambos trazem ordem ao caos.