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Musica e fantasia: curtas as sugestões de discos, filmes e livros.

Categoria: História

Here’s to you (Nicola and Bart), com Joan Baez

Hoje em dia é difícil explicar o que é anarquismo. Mas é fácil explicar a injustiça da pena de morte para Sacco e Vanzetti. Fácil sentir solidariedade por eles nos versos de Joan Baez e música de Ennio Morricone.

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Os doentes, de Augusto dos Anjos

Os doentes, de Augusto dos Anjos

No Alto, os astros miúdos/ Reduziam os Céus sérios e rudos/ A uma epiderme cheia de sarampos! Talvez os melhores versos do saudoso poeta, trazem a marca da dor, da revolta contra o maior genocídio de todos os tempos.

Brian Epstein, o quinto Beatle

Brian Epstein, o quinto Beatle

Segundo McCartney, o empresário Brian Epstein era o quinto Beatle. Não sendo realmente parte da banda, ele tinha visão mais clara do todo. Mas tinha acesso aos músicos e podia dialogar com eles sobre essa visão, orientando seu trabalho.

Ave Maria de Schubert, com Andrea Boccelli

A Ave Maria de Schubert na verdade não é uma criação de Schubert. A composição original de fato era oração à Nossa Senhora, mas a conhecida Ave Maria é uma adaptação da oração em latim à melodia de Schubert.

Suíte para violoncelo BWV 1007 de Bach, com Pablo Casals

O intérprete é parceiro do compositor, pois escolhe como transformar suas ideias em sons musicais. Pablo Casals foi mais do que isso no caso das suítes para violoncelo, pois as salvou do injusto esquecimento em que estiveram até 1936.

Taj Mahal, com Jorge Benjor

Taj Mahal, um palácio e um túmulo muito bonito na Índia, é também um samba que levanta pistas de dança. A letra usa técnicas de estilo modernista. A melodia, que alguns achariam pobre, serviu de base para um rock.

O diabo, segundo o kardecismo

O diabo, segundo o kardecismo

Um dos últimos pregos no caixão das concepções mais clássicas, menos burguesas, foi batido pelo espiritismo, hoje chamado kardecismo. Para esta religião, não há diabo, mas apenas seres humanos pequenamente maldosos, fazendo papeis dos quais algum dia se cansarão.

Nós vamos invadir sua praia, com Ultraje a rigor

Nos episódios dos rolezinhos (jovens suburbanos entrando em massa em shopping centers elitizados), ninguém lembrou de Nós vamos invadir sua praia, música ícone da invasão da classe C aos espaços da antiga classe média. O pop não poupa ninguém.

Inútil, com o Ultraje a rigor

A inspiração costumava visitar a banda Ultraje a rigor. Em uma visita surgiu a letra que começa por “a gente somos inútil”, que define bem a insatisfação de letrados e iletrados com a realidade brasileira na década de 1980.

Prosa poética

Prosa poética

O modernismo matou a métrica e suas leis do verso. Depois, nós, os pós-modernos, matamos o ritmo, sua música. O que há hoje é prosa poética, textos sem ritmo, apenas com imagens visuais (fanopeia) ou imagens verbais, ou logopeia.