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Musica e fantasia: curtas as sugestões de discos, filmes e livros.

Categoria: Década de 1910

Os doentes, de Augusto dos Anjos

Os doentes, de Augusto dos Anjos

No Alto, os astros miúdos/ Reduziam os Céus sérios e rudos/ A uma epiderme cheia de sarampos! Talvez os melhores versos do saudoso poeta, trazem a marca da dor, da revolta contra o maior genocídio de todos os tempos.

A ideia, de Augusto dos Anjos

A ideia, de Augusto dos Anjos

De onde vem a inspiração, que já traz quase pronto o que se quer criar? Ninguém sabe. Mas todo artista ou artesão teme perdê-la. Augusto dos Anjos, um materialista, pensava já na censura que não a deixa se mostrar.

Gurrelieder, de Schoenberg, regida por Claudio Abbado

São falsas as notícias do falecimento de Claudio Abbado. Está vivo, não apenas por suas gravações. Mas também porque exalava algo de eterno na gentileza com que tratava músicos e na amplitude de seu gosto musical, que incluía contemporâneos.

Poema XX do Guardador de rebanhos, de Alberto Caeiro

Poema XX do Guardador de rebanhos, de Alberto Caeiro

Alberto Caeiro, Mestre Ingênuo dos heterônimos de Farnando Pessoa, via o mundo sem pensar. O poema XX do Guardador de Rebanhos (O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia) é merecidamente famoso por isso.

Heterônimo, segundo Fernando Pessoa

Heterônimo, segundo Fernando Pessoa

Heterônimo foi a palavra que Fernando Pessoa criou para indicar uma persona literária, um autor, diferente daquela de quem escreve. Podemos entender como um processo teatral, ou até como algo mediúnico, apesar de não haver necesariamente outros espíritos envolvidos.

Nelson Mandela, 1918-2013

Nelson Mandela, 1918-2013

Nelson Mandela foi um símbolo, um líder da transformação da África do Sul, de nação oficialmente racista, para nação onde todas raças podem viver em paz. Calou a revolta que 27 anos de prisão causariam para pensar na pátria.

Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto

Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto

Lima Barreto, escritor sensível e crítico, inadaptado à sociedade reacionária da Primeira República, escreveu romance satirizando o nacionalismo extremo e também a ingenuidade dos bem intencionados. Sua ironia foi profética, pois seu fim, alcóolatra e deprimido, também foi triste.

Os formalistas russos e as biografias

Os formalistas russos e as biografias

As ideias dos formalistas russos são atuais: deve-se procurar apenas na obra de arte aquilo que a torna especial. Ainda assim, biografias muito indiscretas não fizeram grandes criações (por exemplo, aquelas de John Lennon) perder nada de seu valor.

Asa de corvo, de Augusto dos Anjos

Asa de corvo, de Augusto dos Anjos

Pound define paideuma dizendo que inclui obras inteiras, não o poema que Tia Milly mais gosta. Sua ironia, típica dos EUA, implica também que nenhuma de nossas últimas quimeras ficará nessa lista. Nenhum soneto triste de Augusto dos Anjos.

As cismas do destino, de Augusto dos Anjos

Madrugada camponesa

O mercado talvez não seja o melhor juiz estético. Por exemplo, até os anos 1980 Augusto dos Anjos vendia mais que a Bíblia, apesar de desprezado por parte da crítica. Hoje, está infelizmente na lata de lixo da história