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Musica e fantasia: curtas as sugestões de discos, filmes e livros.

Categoria: caipira

Disparada, com Jair Rodrigues

Os versos “A morte, o destino, tudo/ estava fora de lugar./ Eu vivo pra consertar.”, de Disparada (letra de Vandré e música de Theo de Barros), aproximam o revolucionário do demiurgo (criador do universo): ambos trazem ordem ao caos.

As aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor

Raul Seixas logo descobriu que fazia parte do pós-moderno: “eu não tenho nada a ver com a linha evolutiva da música popular brasileira”. Uma das antenas da raça, sua poesia antecipou o que hoje se vê e se sente.

A festa do Santo Reis, com Tim Maia

A festa de Santo Reis é canção tristemente profética e autorreferencial. Tim Maia fala da festa do dia dos Reis Magos, quando bandas de música tradicinais levantavam o astral dos ouvintes. Igualzinho a Tim Maia, hoje está meio esquecida.

Vingativa, com As Frenéticas

As Frenéticas foram projetadas por Nelson Mota para representar a nova mulher dos anos 1970, menos sentimenal, menos caipira. Infelizmente, o mentor não prosseguiu com a banda. Vingativa ironiza tanto o sentimentalismo que exagera em excesso o sotaque caipira.

Calix Bento, com Milton Nascimento

Sendo o Brasil ainda um país sem memória, é muito fácil que olhemos com inveja países europeus que souberam cultivar sua memória cultural; particularmente, suas músicas. E esquecemos de nossa tradição. Felizmente, os mineiros estão aí para nos lembrar.

Ando devagar / porque já tive pressa

Tocando em frente foi uma parceria mágica de Almir Sater e Renato Teixeira: uma grande canção (em letra e melodia) feita em poucos minutos. Também mágica é sua aceitação: é unanimidade entre cantores caipiras de raiz, sertanejos ou não.