musicaefantasia

Musica e fantasia: curtas as sugestões de discos, filmes e livros.

Mês: dezembro, 2012

I’m crying for Sharleena

Há similaridade inesperada entre alguns trabalhos de Frank Zappa e a bossa nova: ambos juntam melodias sofisticadas com letras muito primitivas. Na bossa nova, por falta de bons letristas. Mas Zappa ironiza e acalenta o sentimentalismo de todos nós.

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Take five

Quem ouve o quarteto de Dave Brubeck tocando Take five, acha que é uma música muito simples, leve. Mas tem muitas dificuldades técnicas. Nada fria, passa sensações de alegria, tristeza e até perigo. E tranquilidade e paz no final.

Hurt

Por tristeza ou vontade de inovar, compositores destroem suas canções quando as cantam. Então um cantautor tem que recompor a música, intepretando-a com carinho. Assim fez Johnny Cash, que recriou Hurt, a música arrasadoramente triste mais bonita do mundo.

Tabacaria, de Álvaro de Campos

Não sou nada./ Nunca serei nada./ Não posso querer ser nada. A abertura de Tabacaria é uma paulada pessimista. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo. No verso seguinte, sonhar leva a depressão para longe.

Madrugada camponesa

Madrugada camponesa

Faz escuro (já nem tanto),/ vale a pena trabalhar./ Faz escuro, mas eu canto. Grandes compositores tentaram musicar a grande poesia militante, mas não o puderam: Madrugada camponesa, de Thiago de Mello, deve ser cantada apenas pela voz falada.

A beleza na receita de bolo de um software

A beleza na receita de bolo de um software

Todos usamos computadores e conseguimos ver a beleza na tela bem desenhada de um software. Mas apenas programadores conseguem ver a beleza de um código bem escrito: engenhosidade para criar soluções simples, fáceis de entender, bem diagramadas na página.

I’m yours

Jason Mraz é cantautor tcheco-americano que tem feito coisas muito interessantes. Uma delas foi injetar muita alegria à intensa entrega afetiva de I’m yours, um reggae com letra cheia de sentimento, criado por Soraya Lamilla, norte-americana filha de colombianos.

Pierre Boulez, inventor do Martelinho de Ouro ?

Pierre Boulez, influente maestro e compositor de música erudita contemporânea, soube, em seu trabalho, manter-se radicalmente fiel à ideia de inovação constante, mas também evitou o sectarismo de não ouvir seus interlocutores, seus colegas e o público mais interessado.

Ando devagar / porque já tive pressa

Tocando em frente foi uma parceria mágica de Almir Sater e Renato Teixeira: uma grande canção (em letra e melodia) feita em poucos minutos. Também mágica é sua aceitação: é unanimidade entre cantores caipiras de raiz, sertanejos ou não.

solitude

solitude

e. e. cummings escrevia poemas simples e despretensiosos como seu nome sempre em minúsculas. Mas muito criativos e eficazes: l(a compara solidão com a queda de folha. solitude é excelente tradução para o português, transcriada por Augusto de Campos.