musicaefantasia

Musica e fantasia: curtas as sugestões de discos, filmes e livros.

Mês: julho, 2012

Sittin’ on the dock of the bay

Dock of the bay, do grande Otis Redding e seu guitarrista Steve Cropper, canta quem apenas pode olhar para as ondas do mar, noite e dia. Parece depressão, mas é só melancolia. Ondas e a paz que elas trazem.

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Why don’t we do it in the road

Why don’t we do it in the road, dos Beatles, pode ser visto como uma Klangfabernmelodie, ou melodia de timbres. Nela, McCartney repete apenas dois versos, em diversos andamentos, alturas e volumes. No final nem parece que são os mesmos dois versos, a mesma melodia.

Love you just the way you are

Diana Krall, diva do jazz atual, usou toda sua expressividade (que não é pequena) para cantar Just the way you are, uma grande canção pop. Talvez a letra não seja das melhores — a força do pop sempre está no refrão. Mas quem a compôs ama de verdade: é uma canção da intimidade do coração. Por isso Ms Krall a interpreta sem cerimônia, na intimidade do sofá de sua casa, sem usar vestido longo de diva do jazz.

Klangfabernmelodie

Klangfabernmelodie, ou melodia de timbres, é nome complicado para conceito simples: uma melodia que se repete entre os diversos instrumentos da orquestra, mudando apenas os timbres. O caso mais conhecido (e impressionante) é o Bolero de Ravel. A animação para ele em Música e Fantasia mostra que há na repetição até mesmo uma apoteose.

Caminhando e cantando

Pra não dizer que não falei das flores, mais conhecido por Caminhando e cantando é belo hino da esquerda durante a ditadura militar, que ninguém ouve mais.
O verso “e acreditam nas flores vencendo o canhão” ironiza o paz e amor dos hippies, e sugere a luta armada.
É uma ironia da história que justamente o Lulinha Paz e Amor tenha sido quem terminou de colocar os militares de volta a seu lugar de funcionários da nação.

Música e fantasia

Em 1900 e bolinha, cabulamos a aula da faculdade para assistir Música e fantasia, eu e um amigo antenado, que sabia que o filme era bom. Foi surpreendente e inesquecível: o filme era ótimo, muito criativo. Era sessão da tarde: mães não tiravam os olhos da tela, enquanto seus filhos corriam entre as poltronas do cinema…

Músicas de Sibelius, Debussy e Stravinsky (entre outros) eram tão bem associadas a desenhos animados, que nem parecia que os segundos foram criados para acompanhar as primeiras.